terça-feira, 4 de maio de 2010

Chow-chow

Chow chow é uma raça de cachorro originada da China, onde é chamada de Songshi Quan (鬆獅犬 Pinyin: sōngshī quǎn), que significa literalmente "cão leão-empolado". A raça também é chamada de Tang Quan, "Cão da Dinastia Tang".

História

É um tipo único de cão, pensa-se que é uma das mais antigas raças conhecidas. A raça é originária da Mongólia e não da China, como muitos pensam. Na invasão da Mongólia pela China, os chineses se admiraram com essa raça e pegaram exemplares para levar para a China. Um baixo-relevo de 150 a.C. (durante a Dinastia Han) possui um cão de caça similar em aparência com o Chow Chow. Análises de DNA recentes confirmam que é uma d

as mais antigas raças de cães Chow Chows foram originalmente ensinados com o propósito de serem cães de pastoreio, caça, e guarda. A raça também foi usada para puxar trenós e pela carne e pele.

No Tibet o Chow-Chow foi um dos cães prediletos dos monges, ali eram criados nos mosteiros para a guarda, mais tarde o povo Ainú foi o primeiro a valorizar as suas qualidades, foi usado como cão de trenó, guarda de pastoreio, de briga e até de refeição. O nome Chow-Chow deve-se aos habitantes de Cantón, mas não é uma raça típica chinesa, segundo estudos provém da Sibéria e foi levado a China pelos tártaros

durante as invasões. Até épocas bem recentes o Chow-Chow foi usado na China para guarda e caça, sabemos que a nobreza Chinesa mantinha seus Chows com o máximo conforto servidos por criados que estavam a sua disposição para satisfazer-lhes qualquer necessidade. Na China a carne de Chow-Chow se come como uma iguaria. O hábito de se comer carne de cachorro era, e segue sendo comum na Ásia. Os cães eram alimentados somente de grãos e sacrificavam-se ainda jovens aproveitando também seu pêlo para fazer roupas.

Ainda no começo do século XX os Chows podiam ser vistos na China e seus filhotes sendo vendidos normalmente nos mercados.

Pela política da China de portas fechadas, este cão só foi conhecido no Ocidente somente em torno de 1780, quando alguns marinheiros o levaram de contrabando para a Inglaterra e o exibiram no zoológico de Londres como o cão selvagem Chinês, até que a Rainha Vitória, amante e protetora da raça, levou um exemplar com ela.

Temperamento

Normalmente mantido como um cão de companhia, o Chow Chow tem uma reputação de ser uma raça independente . Podem ser bastante indiferentes com estranhos e muito raramente não se dão bem com outros cães. Os Chow Chows são cães carinhosos devido a esse temperamento, muitas vezes mal interpretado, o Chow Chow, deve desde cedo, assim que liberado

pelo veterinário, iniciar um trabalho de sociabilização, onde outras pessoas, cães e mesmo gatos devem fazer parte de seu convívio diário, sendo que no caso de animais, principalmente no início, a convivência deve ser supervisionada. Vale ressaltar que assim como nos seres humanos, cada animal possui seu próprio e único temperamento, que deverá ser sempre levado em consideração. Os Chow Chows poderiam deixar-se morrer pelos seus donos,mas certamente não irá mostra-lo abertamente, e capaz de sentir tanta saudade deles que pode chegar a ficar muito doente e negar-se a comer se estes se ausentam por muito tempo.

São muito carinhosos com seus donos!

Lendas

Os chineses têm uma lenda só para explicar a boca e língua azuis dos chow chows, eles dizem que, durante a criação do universo, quando Deus resolveu pintar o céu de azul, teria deixado cair algumas gotas de tinta no chão, então, um chow chow, que observava o trabalho lambeu as gotas e ficou com a boca azul.

Akita Americano



O Akita Americano, anteriormente conhecido como Grande Cão Japonês, é uma dissidência da raça Akita. Foi desenvolvido nos Estados Unidos e descende dos Akitas japoneses levados para lá após a Segunda Guerra Mundial, misturados com cães de outras raças, principalmente com o Pastor Alemão.

Em 5 de Janeiro de 2006, esta raça voltou a ser conhecida como Akita Americano, de acordo com o Padrão FCI 344, de 05/01/2006.

Características

O Akita Americano é um cão com uma estrutura superior à do Akita Inu. O Akita Americano é um cão inteligente, extremamente fiel e que de facto não gosta de receber ordens de estranhos. É uma raça em que os Machos são dominantes, ou seja, necessitam, desde pequenos, perceber quem é o líder. É um cão Dócil, Meigo, ladra pouco (Só ladra quando pressente perigo ou Ameaça ao seu Território), e é um cão extremamente sociável, sendo por vezes bastante desconfiado.

Nome original
Akita Americano
Outros nomes
Grande Cão Japonês

Akita Inu

O Akita ou Akita Inu é uma raça de cães originária do Japão. O nome foi dado em relação à província de Akita, de onde a raça é considerada originária. "Inu" significa cão em japonês, e muitas vezes o animal é referido como "Akita-ken" (um trocadilho, pois a palavra "província" é pronunciada "ken" em japonês).

História

Origem da Raça Akita. Dos tempos antigos à era Meiji

Acredita-se que havia uma grande migração de pessoas entre o Japão e a Ásia antes que estas duas áreas se separassem. Foi durante esta época que os cães foram introduzidos no Japão. Ossos de cães do tipo Spitz foram encontrados em sepulturas da Era Jomon (8000 a.C. a 300 a.C). Após a separação das ilhas que compõe o Japão da grande massa de terra, as embarcações passaram a ser necessárias para se viajar entre as ilhas e o continente e isso diminuiu muito a migração.

A diferenciação entre os cães do tipo spitz iniciou-se a partir do isolamento das regiões e os cães tornaram-se mais apropriados para as necessidades de caça de cada área. Estes cães tornaram-se menos genéricos em aparência com a diminuição da variedade de cruzamentos, porém o tipo básico do spitz permaneceu nestes cães. A partir do final da Era Jomon, a caça tornou-se popular e muitos ossos de cães foram encontrados junto a outros restos mortais, especialmete na parte nordeste do Japão, junto ao Oceano Pacífico. Mais tarde, na Era Yayoi (300 a.C. a 300 d.C), houve uma diminuição do número de ossos caninos encontrados em sepulturas. Porém, os cães representados em pratos e estatuetas de barro desta era tinham as orelhas eretas e caudas enroladas como os atuais cães japoneses. Existem referências a cães em alguns livros de história japonesa como o Kojiki (uma crônica do Japão Medieval de 712 d.C) e Nihon Shoki (As Crônicas do Japão da era Yayoi). Na Era Kamakura (1192- 1333) há relatos sobre cães de briga. As briga de cães também eram mu

ito populares na Era Edo (1603 a 1868).

No início da era Edo houve um crescimento da influência européia no Japão. Com a abertura dos portos a navios estrangeiros, a importação de cães do continente europeu tornou-se um negócio bastante próspero e até mesmo uma nova palavra, kara-inu, significando "cão estrangeiro" foi cunhada. A maioria destes cães importados eram do tipo hound. Conta-se que o Xogun Tokugawa Ieyasu possuía uns 70 destes cães para caçar cervos. A popularidade dos cães estrangeiros poderia ter causado o fim das raças nativas do Japão caso os descendentes de Tokugawa Ieyasu tivessem o mesmo interesse nos cães estrangeiros. Ainda na Era Edo, uma lei bastante curiosa foi criada. Em 1685 o quinto Xogun Tokugawa

Tsunayoshi promulgou a lei Shorui Awaremi-no-Rei, determinando a compaixão por todas as coisas vivas e proibindo a matança ou abandono de animais, especialmente de cães. O resultado foi que milhares de cães sem dono passaram a vagar pelas ruas de Edo, hoje a província de Tokyo. Mais de cem mil cães sem dono eram mantidos em canis especialmente construídos para tal.

Por volta do ano 1640 o Japão retraiu-se e isolou-se novamente do resto do mundo negociando apenas com a Mongólia, Coréia e China. O isolamento do Japão durou mais de duzentos anos e só terminou em 1853 com a chegada do Comodoro americano Ma

tthew Perry. Mais uma vez o Japão iniciou um ciclo de interesse em todas as coisas estrangeiras, especialmente ocidentais. Alguns engenheiros de minas europeus começaram a trabalhar nas minas das montanhas do norte de Honshu. Parte desta área faz parte hoje da Prefeitura de Akita, que nos anos 1800 era chamada de Dewa e sua cidade principal chamava-se Odate. Bastante distante das cidades da planície ocidental, era uma região montanhosa, íngreme e fria. A caça dessa região consistia em javalis, alces e o grande urso Ye

zo (que chegava a pesar 350Kg). Os cães utilizados para caçar no norte sempre foram conhecidos pelo seu grande porte e eram utilizados em pares de macho/fêmea para encurralar a caça até que os caçadores chegassem. Conta-se que um nobre desenvolveu um tipo de cão especialmente apropriado para este tipo de caçada e este esforço de criação pode ter sido o início do grande cão de caça japonês. Em contraste com as regiões rurais, nas cidades japonesas, densamente povoadas, geralmente encontrava-se cães mestiços de raças nativas e estrangeiras. Ninguém parece ter feito qualquer tipo de esforço para preservar as raças japonesas das cidades, com exceção do Chin Japonês. As brigas de cães continuaram populares na Era Meiji (1868 a 1911). Naquela época os Akitas eram chamados cães de Odate por causa do nome da sua cidade. Por volta de 1897, cães de briga Tosa foram introduzidos na prefeit

ura de Akita. Naquela época Tosa, hoje conhecida como Prefeitur

a de Kochi, era uma das duas áreas mais populares em brigas de cães. No início a raça Akita era mais forte do que a Tosa, mas gradualmente a situação se reverteu devido a cruzamentos de cães da raça Tosa com cães de raças europeias. Com as mudanças trazidas pela ocidentalização, alguns cães foram criados especialmente para este esporte. Um dos favoritos era o Cão de Briga Tosa, uma mistura entre o Tosa nativo (Shikoku) e várias outras raças como Buldogue, Dogue Alemão, Pointer, Mastiff etc.

Para aumentar o tamanho e o instinto de briga, o mesmo tipo

de cruzamentos foi feito no norte com os cães nativos da região Dewa/Akita. As raças provavelmente utilizadas nesses cruzamentos foram os Dogue Alemão, trazidos pelos engenheiros de minas alemães e os Mastiff Tibetanos trazidos por comerciantes Mongóis. A partir da Era Meiji até a Era Taisho (1912 a 1925), os cães no Japão eram classificados em três categorias. Uma era o cão de caça japonês, que era grande, com orelhas eretas e cauda enrolada. O segundo eram os pequenos cães vindos da China, chamados Chin. O terceiro eram os mestiços com raças asiáticas e européias, verdadeiros SRD.

O início da preservação dos cães nativos japoneses deu-se pelo crescente nacionalismo japonês no século XX. A medida em que o interesse dos japoneses come

çou a focar-se em sua própria história e cultura, eles começaram a prestar mais atenção aos cães que sempre estiveram presentes no Japão. Felizmente o isolamento rural do norte do país permitiu que a caça continuasse a ser uma importante fonte de alimentos. Quando a atenção voltou-se para os cães nativos, os Matagi Inu (cães de caça) ainda podiam ser encontrados para servir como base de criação. Um nome de grande importância no movimento preservacionista foi o do Professor Shozaburo Watase, que publicou um artigo sobre os cães japoneses em 1915. Ele também começou a palestrar sobre este asssunto e fundou um comitê histórico preservacionista para o Ministério de Assuntos de Estado. Em 1919, sob sua liderança, uma lei para a preservação de espécies do Japão foi aprovada. Nesta época a raça Akita encontrava-se em grande declínio dentre as raças japonesas, não só em números como também em pureza, devido aos diversos cruzamentos com cães de briga Tosa e com cães de diversas raças ocidentais.

Em 1920 o Dr. Watase foi a Odate para pesquisar os cães Akitas da região. Porém ficou desapontado ao constatar que devido à falta de uniformidade dos cães Akita, ele não poderia designar nenhum deles como monumento nacional. Nessa época as brigas de cães ainda eram muito populares e a ênfase na criação dos cães era muito maior na habilidade de briga do que na aparência do cão. Antes de deixar Odate, o Dr. Watase convocou os apreciadores dos cães Akita a preservar a raça antes que a mesma se tornasse extinta. No início da Era Showa (1926 a 1988), em 1927, o prefeito de Odate, Sr. Shigeie Izumi, contrário aos cruzamentos entre os cães de Odate com outras raças, principalmente com o Tosa, fundou a Sociedade Akita Inu Hozankai (AKIHO) num esforço para preservar a pureza da raça de Odate.

Ao mesmo tempo, as brigas de cães gradualmente foram perdendo sua popularidade. Devido a uma grande preocupação da população com a sobrevivência dos cães japoneses, em junho de 1928 fundou-se o Nipponken Hozonkai (NIPPO), uma organização para os cães Akita, Hokkaido, Shiba, Kai, Kishu e Shikoku). O NIPPO passou a registrar cães japoneses, a publicar um boletim e a organizar exposições. Na primavera de 1931, um grupo liderado pelo Dr. Tokio Kaburagi foi a Odate pela segunda vez com a disposição de que o Akita deveria ser restaurado ao que se acreditava ser o tipo puro do cão japonês. Finalmente, em Julho de 1931 o governo japonês declarou o grande cão do Japão como um Monumento Natural do Japão. A raça foi finalmente batizada com o nome da região onde se originou passando a ser conhecida como Akita Inu.

No Japão as raças caninas são tipicamente associadas com as

áreas de onde se originaram: Akita, Hokkaido, Shiba, Kai e Shikoku. A palavra inu significa cão em japonês. Assim, Akita Inu = Cão de Akita. O interesse nos Akitas recebeu um grande incremento com a publicidade sobre a raça. Primeiramente em 1932 pela publicação em primeira página nos jornais de Tóquio, da história de Hachi-Ko. Depois pela muito divulgada visita da escritora americana cega, surda e muda Helen Keller ao Japão. Ela expressou interesse na raça e foi presenteada com dois filhotes de Akita. O primeiro morreu ainda novo, mas o segundo tornou-se companheiro inseparável de Hellen até sua morte. Felizmente essa atenção da mídia coincidiu com o crescente nacionalismo japonês, ou de outro modo os cães nativos do Japão poderiam ter desaparecido definitivamente. Para ajudar a determinar se um cão verdadeiramente representava um tipo nativo, o NIPPO desenvolveu um padrão escrito da raça publicado em setembro de 1934. A Akiho, que colaborou com a NIPP

O durante seus primeiros anos, publicou seu primeiro padrão do Akita em 1938.

De acordo com muitos dos estudiosos dos cães japoneses, o tipo puro original do cão Akita era provavelmente do tamanho dos cães Matagi (caça) encontrados nas aldeias nas montanhas do Japão. Estes cães Matagi era ligeiramente maiores que os cães médios. O objetivo dos criadores sérios de Akitas passou a ser aumentar o tamanho dos cães, mantendo-se a aparência dos cães japoneses. A Segunda Guerra Mundial quase causou a completa ex

tinção dos Akitas devido à escassez de alimentos e à demanda da pele dos animais pelo exército japonês. Porém, algumas pessoas esconderam seus Akita-Inus e os mantiveram em segredo. Poucos cães sobreviveram à Guerra. Após a Guerra, alguns oficiais das forças de ocupação na Prefeitura de Akita interessaram-se pelos Akitas. Os americanos ajudaram a alimentar e a cuidar desses Akitas.

Mesmo nesses tempos difíceis a restauração da raça foi reiniciada e para preservar a raça, foram feitos alguns cruzamentos, especialmente com Pastores Alemães. Outros cães japoneses também foram utilizados. Após a Guerra os criadores japoneses passaram a tentar erradicar qualquer sinal desses cruzamentos. Duas linhagens principais emergiram após a Guerra e foram utilizadas no processo de restauração da raça: Dewa e

Ichinoseki. A linhagem Dewa veio do cão Dewa-go, do canil do comerciante de cães Yozaburo Ito. A linhagem Ichinoseki iniciou-se com o cão Ichinosekitora-go, de propriedade do Sr. Kuniro Ichinoseki. Devido à falta de uniformidade na aparência dos Akitas durante os anos iniciais da restauração da raça, os criadores japoneses encontraram muitos problemas em seus esforços iniciais para restaurar o Akita como um cão japonês. A linhagem Dewa era estereotipada como os Akitas tipo "Pastor Alemão" e a linhagem Ichinoseki como os Akitas tipo "Mastiff". Em 1948 foi fundada em Tóquio a Akitainu Kyokai (AKIKYO), uma outra sociedade objetivando a restauração do Akita, com a publicação de seu padrão no mesmo ano.

Hoje ainda existem três organizações que registram o

s Akitas. A AKIHO é a maior e mais influente. A AKIKYO foi reconhecida em 1988 e mantém-se ativa. A NIPPO, porém, passou a focar-se principalmente nos cães de raças japonesas médias e pequenas. O padrão atual do Kennel Club Japonês e da FCI baseia-se nos padrões NIPPO, AKIHO e AKIKYO. A raça Akita sofreu grandes mudanças até chegar ao padrão atual, porém os esforços para a melhoria da raça continuam firme a fim de melhorar os diversos problemas encontrados, tais como tórax estreito, baixa estatura, pelagem muito longa ou muito curta, falta de dentes, língua manchada, forma dos olhos defeituosa, desvios de temperamento, etc.

Temperamento

Protetor, prudente, afetuoso e corajoso. Excelente para crianças por ser muito paciente. Late pouco, nunca late desnecessariamente, uiva geralmente se precisa de algo e é muito seguro de si. É possessivo com seu território e com seus donos, o que faz desta raça excelente guardiã, tanto de propriedades quanto pessoal. Na guarda, seu comportamento não é ostensivo, como pode-se observar nos Dobermanns, mas costuma manter-se em um local que ofereça boa visibilidade, deslocando-se apenas se achar necessário. É muito preocupado e apegado ao dono, sendo considerado "cão de um dono só" (o que não quer dizer que não possa ser adotado já crescido), mas sofre muito quando abandonado e ,às vezes, não consegue se adaptar aos novos donos. Entretanto, uma vez conquistado será um excelente guardião e companheiro por toda a vida. Precisa de ensinamento para corresponder ao controle normal pelo chamado do dono. De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Akita encontra-se na 54ª posição entre as 79 pesquisadas. Seus resultados podem ser explicados pela dificuldade "natural" que tem de aceitar ordens de estranhos. Por isso, recomenda-se que desde cedo o próprio dono invista algumas horas na educação de seu cão.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Elkhound Norueguês Cinza




O Elkhound Norueguês Cinza é um cão de temperamento destemido, vigoroso e valente. Habitante do hemisfério norte, o animal é extremamente acostumado com o frio e fortes nevadas. É também um caçador nato, especialista na busca por alces e ursos.

Esses cães são do tipo spitz. Compacto, de tronco curto, estrutura quadrada, pescoço elevado e orelhas bem retas. Sua pelagem grossa e abundante, pode ser eriçada ou longa. Na cabeça e na face anterior dos membros, curta e lisa. Sua coloração é cinza com várias tonalidades. A cor é composta pelas pontas negras dos pelos externos e também mais claro no antepeito, ventre, membros e na face ventral da cauda.

Depois de tantos anos vivendo servindo ao homem, esses cães tornaram-se grandes companheiros no convívio do lar, amáveis, dispostos e obedientes.

Histórico

Esses cães são descendentes de cães nórdicos, que desde a Idade da Pedra já eram encontrados ao lado dos homens primitivos. O Elkhound Noruguês Cinza foi um fiel companheiro dos Vikings, o que pode ser comprovado por ossadas datadas de 4 a 5 mil anos atrás.

Samoieda


O Samoieda é uma raça de cão muito primitiva, que muito pouco evoluiu nos últimos 5 mil anos (período em que surgiram a maioria das raças conhecidas nos tempos atuais). Considerado pela maioria dos criadores do mundo como a raça mais bela de todos os cães, é possivelmente a mais dócil de todas. Também é considerado o animal mais domesticável pelo homem. Não possui glândulas subcutâneas e, portanto, não exala nenhum odor característico de cães.

História

Esta aristocrática raça tem suas origens no norte da Sibéria com a tribo dos Samoyeds. Os cães Samoiedas viviam perto dos seus donos, dormiam dentro dos abrigos e serviam como aquecedores. A vinda deles para o ocidente se dá ao fato de o zoólogo britânico Ernest Kilburn Scott que passou 3 meses entre as tribos Samoiedas e ao voltar a Inglaterra levou consigo um filhote macho chamado "Sabarka". Mais tarde ele importou uma femêa chamada "Whitey Petchora". Os samoiedas foram muitíssimo pouco modificado desde o início da convivência com os humanos há 5 mil anos. Era utilizada e ainda é nos tempos de hoje em certas localidades para tração de pequenos trenós que transportavam as mudanças e pastoreio da renas do povo Samoiedo.

Temperamento

O "Lobo econômico e limpo: Samoieda", como é conhecido, é um amigo fiel e capaz de tudo para estar na companhia de seu dono. Não é agressivo, tem um comportamento calmo, carinhoso e dócil, porém possui personalidade forte. Pode-se ter um samoied em apartamentos, desde que seu dono o leve a passear todos os dias. É um cão extremamente curioso e gosta muito de brincar. Aprende com facilidade. Talvez devido à sua longa convivência com humanos é um animal perfeito para companhia, não sendo um destruidor, desde que esteja com companhia e receba atenção da sua família humana, serve perfeitamente para apartamentos e casas. Sempre muito atencioso com o seu dono quer receber essa atenção de volta. Também se adapta muito bem com crianças.

Na questão de gastos:

  • samoiedas são econômicos, pelo fato de não ter odores comuns entre os cães, os banhos podem ser mensais. A sua pelagem abundante e farta é de fácil manutenção com escovadas regulares e não deve ser tosada jamais pois serve de proteção ao animal.
  • Essa raça é muito resistente e não adoece com facilidade, gastos com remédios são raros. Porém o acompanhamento de um veterinário é fundamental, ao menos uma vez por ano.

Malamute-do-alasca

Malamute-do-alasca é uma antiga raça de cães nórdicos. São cães primitivos, selecionados pela natureza para sobreviverem ao frio Ártico. O seu nome deriva da tribo nativa Mahlemuts do noroeste do Alasca que utilizava esses cães para arrastar trenós, barcas da margem, de bancos de gelo e ajudar nas caçadas. São cães magníficos com aparência de lobo. Atletas inteligentes, dóceis, leais, tranqüilos, dignos e acompanhantes agradáveis que, como cão do ártico, também possui certa independência. São extremamente leais à família e dedicam-se a todos, sem exceção. Podem ser grandes amigos das crianças. São gentis com estranhos, não fazendo o tipo de cão de guarda. Raramente latem e podem ser agressivos com outros cães.

Excelentes cães de companhia e da família, não necessitam de muito espaço, mas precisam de saídas longas e freqüentes. Não gostam de ficar sozinhos e não suportam a solidão, principalmente os machos. Devido a força física, podem, involuntariamente, se tornarem perigosos se não forem bem educados.

O malamute-do-alasca possui a capacidade para arrastar em trenós cargas muito pesadas. São cães compactos e potentes e não possuem velocidade para competição como outras raças árticas menores. Com o corpo forte e bem constituído, a cabeça é larga e suas orelhas são eretas e cônicas, inseridas lateralmente. Possuem marcas ou máscara na cara, com marcações típicas brancas. A cauda densamente peluda é portada por cima das costas, como um arco. Os Malamutes são de diversas cores, mas em geral são cinzas ou pretos, com as devidas marcações em branco no ventre, parte dos membros, máscara e contorno nítido nas bordas das orelhas.

A pelagem é grossa e espessa com subpêlos densos e lanosos, propícios para manter a temperatura corporal estável, criando uma barreira térmica em temperaturas mais frias, mas suportam muito bem as condições climáticas diversas. Há trocas de pêlos duas vezes ao ano com grandes quedas e necessidade de escovações. Seus olhos são castanhos, não se aceita a cor azul como em Huskys.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Husky siberiano


O husky siberiano é uma raça antiga de aparência primitiva, ao seu lado tem-se a impressão de estar junto ao elo entre cães e lobos. Esta raça de cães nórdicos destaca-se pela beleza física e pela energia que dispõe.

Aparência

O husky siberiano tipicamente possui uma estrutura física musculosa ("husky" significa "robusto" em inglês), e são fortes comparados a outros cães do mesmo porte. Eles são cobertos por uma densa camada dupla de pêlo que tem uma variedade de cores e padrões, comumente com pernas e patas brancas, manchas no rosto e a ponta do rabo branca. As cores mais comuns são branco e preta, branco e cinza, branco e vermelho cobre, e branco puro, ainda que muitos indivíduos têm variações marrons, avermelhadas, marrom clara e alguns são malhados. Seus olhos podem ser de várias cores, mas predominantemente azuis, castanhos ou verdes. A cor azul clara é característica, apesar de não dominantes.

Temperamento

São muito carinhosos e atenciosos, entretanto precisam gastar suas energias para que não se tornem problemas para seu dono. O husky siberiano é muito brincalhão. Por esse motivo, este cão é recomendado para as crianças com cinco anos em diante. Crianças com menos de quatro anos podem não ter domínio sobre o cão, pois ele também é dotado de uma grande força.

Normalmente completamente dócil e aficionado com as pessoas, os siberianos possuem um forte instinto de caçador e podem matar gatos, coelhos, galinhas, pássaros e outros pequenos animais. Devem ser mantidos em cercados seguros pois frequentemente desaparecem em longas viagens para caçar. Não se deve permitir à eles passearem sozinhos ou sem coleira. Eles são treináveis até um certo grau, mas paciência é necessária. São naturalmente independentes e não vão obedecer cegamente a todos os comandos. Não tendem a comportamento agressivo ante outros cães, mas se atacados lutam ferozmente. Os Huskys são também cães de trabalho desenvolvidos para puxar trenós. Por esse motivo, é bom fazê-lo puxar de vez em quando de 6 a 11 quilos.

Staffordshire Bull Terrier


Staffordshire Bull Terrier é uma raça de cão oriunda dos antigos Bulldogues com os Terriers. Assim, unia-se a força e estrutura dos Bulldogues, com o temperamento e agilidade dos Terriers. O primeiro registro de um Staff Bull, deu-se em 1935 em Londres, com um cão chamado Buller. A primeira Exposição de Staffordshire Bull ocorreu em 1937 e uma das mais importantes exposições da Inglaterra foi a Crufts, em 1939. O primeiro campeão da raça foi o Ch Gentleman Jim, e a primeira campeã foi a cadela Ch. Lady Eve. O pioneiro na criação dos Staffordbull, foi o Inglês Joe Mallen.

História da raça

No século XVII, com o fim das brigas entre touros e bulldogs aumentou a popularidade das rinhas entre cães. O objetivo era fixar características de um cão com a cabeça grande como a de um Bulldog associado à agilidade, força e determinação. Isso foi alcançado com o cruzamento do antigo bulldog com alguns Terriers, dando origem ao bull and terrier ou Pit Dog, que não eram reconhecidos como raça. As rinhas eram o passatempo dos aristocratas e dos mineradores, isso se tornou um hábito no tempo da aristocracia, ficava revelado, quem tivesse o melhor cão de combate tinha a melhor ascendência na aristocracia .

Os direitos humanos, em 1993, proibiram todos os esportes ligados a lutas de animais, os chamados blood sports (esportes sangrentos). Um grupo de homens de Staffordshire, apreciadores de cães em shows (exposições) preservaram a raça e muito se discutiu sobre o padrão. Descrevendo como um cão de atribuições físicas. Esse cão foi chamado de Staffordshire Bull Terrier. Coragem, tenacidade e apesar da agressividade dentro das rinhas, sempre foram excelentes companheiros inclusive para crianças.

A história da raça nos mostra que o Staffordshire Bull Terrier antes da proibição das rinhas e sua oficialização como raça, era dividida em três “tipos”, o primeiro de cães até 8 kg, que eram utilizados em rinhas com ratos, texugos e similares; o segundo, cães de até uns 13kg, esses normalmente utilizados em rinhas com outros cães e por último os cães de 14 a uns 17kg, utilizados em brigas com touros e similares, esses mais conhecidos como BULLDOGUES, logo, a história nos mostra que o Staff Bull, seria o antigo Bulldogue de função, e a distinção seria feita única e exclusivamente por peso.

As rinhas eram realizadas em sua maioria por integrantes da aristocracia, ou seja, pessoas economicamente bem sucedidas, porém, os empregados eram destinados a cuidar dos cães, mas os mesmo tinham de trabalhar para seus patrões a fim de garantir o sustento da família (tendo em vista que na época a estrutura patriarcal era muito forte), logo, os cães passavam a ser de responsabilidade da mulher e dos filhos, como a mulher devia cuidar da casa, alimentação, dos filhos, etc, os cães eram praticamente cuidados pelos filhos dos empregados e provavelmente devia brincar ativamente com o mesmo, tal situação aliada a uma rígida seleção de temperamento, acabaram por tornar a raça muito dócil com crianças, sendo a mesma apelidada de CÃO BABÁ. O rígido controle de

temperamento se dava, principalmente, pelas regras que regiam a rinha entre cães, onde o exemplar era tratado nos intervalos dos “rounds” pelo dono do cão adversário, (para dessa forma evitar falcatruas que poderiam levar a vitória, como exemplo eu por veneno no pelo do meu cão para o oponente morder e morrer envenenado, tais práticas eram inibidas, porque, os envolvidos cuidavam do cão adversário), assim sendo o cão não poderia em hipótese alguma ser agressivo com os seres humanos e menos ainda com crianças, que acabavam por serem as responsáveis pelos cães destinados ao combate.

Temperamento

Corajoso, destemido e totalmente confiável. Especialmente com crianças, sem a menor agressividade.

  • Bem equilibrado
  • Muito inteligente
  • Carinhoso, afetuoso, especialmente com crianças
  • Totalmente confiável
  • Sem a minima agressividade

Bull Terrier


O Bull Terrier é uma raça de cão da família terrier.

HistóriaAs raças Old English Bulldog e White English Terrier, já extintas, foram cruzadas para dar origem a uma nova, chamada Bull and Terrier. Por volta de 1860, a raça Bull and Terrier se dividiu em dois ramos: o Bull Terrier branco puro, e outro com pelagem manchada colorida, que perdurou por mais setenta anos nas rinhas de cachorro até que finalmente foi reconhecido como uma raça legítima chamada Staffordshire Bull Terrier. Os registros mais antigos de Bull Terriers datam do período entre 1874 a 1876.

Temperamento

O bull terrier é forte, musculoso e muito ativo, também é corajoso e possue um extraordinário senso de humor. O seu focinho arqueado é característico da raça, bem como a sua cabeça oval. O bull terrier é um guerreiro por natureza, dotado de coragem extrema e muito inteligente. Apesar destas características, com um dono disciplinador e com competências pessoais para lidar com um cão desta raça, o animal torna-se obediente à voz de comando e conhece bem os seus limites. Esta raça é de grande fidelidade para com os donos, sejam eles adultos ou crianças. Territorialista com animais estranhos, não permite intromissões no seu espaço ou naquele que lhe compete guardar. São amigáveis e possuem um maravilhoso senso de humor. Sua força física é proporcional à sua notável inteligência, e ambas necessitam estar em constante atividade.

Podem ser teimosos e também tendem a ter um dono general para mandar e reprimir coisas indesejáveis e o melhor é que eles gostam disso. A característica da raça é ser mansa, pois sua origem, diferente do que muitos acreditam, não se deve às rinhas. São muito afetuosos e adoram companhia humana, portanto, não é recomendável deixá-los sozinhos, pois eles se distraem mordendo as coisas, e considerando-se a energia e vitalidade que possuem dependendo do animo que seu Bull Terrier tiver no dia não será dificil você se ausentar por umas horas e ao retornar encontrar sua casa de pernas para o ar. Também são recomendáveis para fazer companhia a crianças, pois sua força lhes garante um alto nível de tolerância à dor, garantindo resistência para as brincadeiras. Podem desenvolver um temperamento ciumento para com o dono e territorialista em sua casa, para isto, é bom desde novo fazer um trabalho de socialização para que quando estiver adulto aceite outros cães.

American Staffordshire Terrier

American Staffordshire Terrier é uma raça canina. A raça descende de outras raças americanas e foi desenvolvida com o intuito de ser uma versão de exposição do American Pit Bull Terrier. Os American Staffordshire Terriers foram reconhecidos pelo Kennel Clube Americano em 1936. A raça é membro do grupo dos Terriers e dos Molossos.

Aspecto Geral

O American Staffordshire Terrier deve dar impressão de grande força para seu tamanho um cão muito bem estruturado, musculoso, ágil e gracioso, profundamente ligado ao que o cerca. Deve ser compacto, não pernalta nem esgalgado.Sua Coragem é proverbial.

Temperamento

Este cão tem diversas qualidades, inteligentes, excelentes guardiões, protegem devotadamente seus donos, conseguindo distinguir se a pessoa que se aproxima tem boas ou más intenções, podendo ainda, com um pouco de treino conviver pacificamente com outros cães. O cão é um dos melhores amigos das pessoas e em muitos aspectos é visto como valente dependendo do tipo da criação que as pessoas o dão ao animal. O Amstaff, como é conhecido, é visto como um dos melhores cães, até sendo usados para terapias ou obrigações públicas, como na polícia e bombeiros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Appenzeller Sennenhund



O Sennenhund Appenzeller é uma das raças de cães de médio porte, uma das quatro raças regionais de Sennenhund, nos Alpes suíços. O nome Sennenhund refere-se ao povo chamado Senn, pastores, nos Alpes suíços. Appenzell é uma região alpina, no nordeste da Suíça.

História

O Sennenhund Appenzeller é descendente a partir do tipo geral Sennenhund que pode ter existido na antiguidade, ou descendentes de "cães de gado deixada lá pelos romanos", mas o primeiro clube da raça para a raça foi fundado e no livro genealógico da raça iniciado em 1906 por Albert Heim e outros, que escreveu o primeiro padrão da raça em 1916. Uma referência cedo para antecessores da raça foi feita em um livro de 1853 ", Tierleben der Alpenwelt" (Vida Animal nos Alpes), referindo-se aos cães na região de Appenzell. O Sennenhund Appenzeller só foi reconhecido internacionalmente como uma raça distinta em 1989.

O Sennenhund Appenzeller foi mantido originalmente como um guardião do bando, um cão de projecto, e cão de fazenda em geral. A raça também foi usada para pastoreio e como um cão de guarda. Hoje, a raça é essencialmente mantido como um companheiro, e se destaca em competições de obediência e protecção.

Temperamento

Como com todos os grandes, muito ativo cães de trabalho, esta raça deve ser bem socializado cedo na vida com outros cães e pessoas e desde que com actividade regular e formação para que possam ser mantidos em segurança como um animal de estimação. De acordo com o padrão da raça, os cães são animado, alto astral e, desconfiado com estranhos.

Reconhecimento

A raça é reconhecida com o padrão da raça Suíça, com o nome Appenzeller Sennenhund, traduzido para o português como Boieiro Suíço de Appenzell, pela Fédération Cynologique Internationale, no Grupo 2 Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boieiros Suíços e outras raças, Seção 3 - Boieiros Suíços.

Boiadeiro de Berna




O boiadeiro de Berna (também conhecido pelos nomes de Berner Sennenhund, em alemão, e Bouvier Bernois, em francês, ou ainda cão da montanha de Berna) é uma raça de cães de trabalho originária do cantão de Berna, na Suíça.

Temperamento

Os boiaderos de Berna são cães de exterior, mesmo sendo bem comportados quando dentro de casa. Necessitam de exercício e atividade, mas não tem grande resistência. Podem se mover com grande velocidade, apesar de seu tamanho, quando motivados. Se não tiverem problemas nas juntas, apreciam as caminhadas e caminham geralmente juntos de seus donos.

O seu temperamento é um ponto forte da raça. São afetuosos, leais, obedientes, estáveis e inteligentes. A maioria dos Boiadeiros de Berna convive bem com outros animais de estimação como gatos, cavalos, etc. São muito bons para adestramento caso os seus donos sejam pacientes e e mantenham um treinamento consistente; eles necessitam de algum tempo para interpretar o treinamento. Não respondem bem a tratamento violento, mas estão sempre ansiosos para agradar em troca de reconhecimento e de prendas. A raça é de temperamento estável, paciente e carinhosa.

São também cães carentes de atenção e amor, muito amorosos. Adoram se recostar nas pessoas ou sentar aos seus pés.

Seu temperamento calmo faz deles cães ideais para puxar pequenas cargas, tarefa para qual eram originalmente usados na Suíça. Com o treinamento adequado eles adoram puxar crianças em carrinhos e participar de paradas. Alguns clubes de Boiadeiros de Berna nos Estados Unidos oferecem workshops deste tipo de tarefa para os cães.

Nome original
Berner Sennenhund
Bouvier Bernois
Bovaro Bernese
Dürrbächler
Outros nomes
Bernese
Cão Montanhês de Berna

Mastim espanhol




O mastim espanhol é um cão de guarda e pastoreio, natural da Espanha.

História

O Mastim Espanhol, tal como grande parte dos demais Mastins, descende do Molosso, cão de guerra e de luta, utilizado pelos romanos há centenas de anos. Originário das regiões de La Mancha e Extremadura, este cão existe, segundo alguns especialistas, há mais de 4000 anos em Espanha.Inicialmente, foi utilizado como cão de guarda, cabendo-lhe a tarefa de proteger o rebanho durante as migrações sazonais que se encetavam nas regiões montanhosas do sul de Espanha.
Adoptando uma postura calma e atenta, este cão tornou-se imprescindível a muitos pastores nómadas, que confiavam na sua coragem e devoção para o sucesso das longas jornadas de trabalho. Foi igualmente utilizado como cão de caça grossa, se bem que, ao contrário do Mastim Napolitano e do Dogue de Bordéus, este não seja considerado um cão de guerra, mas sim um ancestral cão de guarda. O maior desafio que se lhes impunha era a migração das ovelhas Merino que percorriam as cañadas (caminhos próprios para estas digressões) de Extremadura, Andalusia até Castilha. O percurso estendia-se por várias centenas de quilómetros e estava minado com ataques surpresas de pedradores, que escolhiam o período da noite para tentar a sua sorte. As ovelhas Merino eram protegidas pelo 'Honrado Concejo de la Mesta', uma poderosa associação que detinha o monopólio da sua criação e que, durante algum tempo foi proibida de as exportar.

Com a passagem dos séculos, a frequência destas migrações começou a diminuir até que a Guerra Civil de Espanha ditou o seu definitivo cancelamento. Esta raça destituída do propósito para a qual foi criada, e inserida num contexto histórico particularmente difícil para aquele país, enfrentou a quase total extinção. No entanto, os anos 70 revelaram-se auspiciosos para esta estirpe que foi recuperada e protegida pela então recém-criada Associación Española del Perro Mastín Español. Abre-se um novo capítulo na história desta raça que começa a participar em exposições, a ser objecto de selecção e análise por parte de especialistas, e a desempenhar novas funções como cão de guarda e de companhia, agora inscritas nos tempos modernos. A raça é reconhecida pela FCI (Federation Cynologique Internationale), mas é pouco vista fora da sua terra natal, onde a sua produção está largamente difundida.

Detentor de um património histórico assombroso, ele é hoje considerado o cão nacional de Espanha, onde a sua criação é muito significativa.

Temperamento

O Mastim Espanhol é um leal amigo e um protector atento. Segue o seu dono com preocupação, apesar de não ser afectivamente um cão muito exigente. Na verdade, é um animal deveras independente e firme de carácter, que pode não acatar determinadas ordens, simplesmente porque não lhe apetece.
Com a família e com as crianças, é gentil, devoto e pacífico, mas perante estranhos adopta uma postura reservada e atenta. Muitos criadores não aconselham este animal a pessoas menos experientes, na medida em que é necessário saber educá-lo e socializá-lo enquanto pequeno, já que se irá tornar num animal de grande porte que é preciso saber controlar.

sábado, 24 de abril de 2010

Hovawart







Hovawart é raça de cães alemã. É a raça relativamente nova cujo o nome veio do período da idade média. O nome desta raça vem de "cão de guarda da nobreza" ("Hofewart").

História
A primeira menção dos cães chamados Hovawart é dos códigos penais alemães - Sachsenspiegel e Schwabenspiegel (1274), que são da idade média. Há algumas menções sobre algum Hofewart ou Hofwart que era um cão protetor da nobreza. O Hovawart atual descende provavelmente de algum cão pastor da alemanha no período da idade média que era descrito como Hovawarth e também na lei do código de Bojan descrito como Hofewart, Hofwart ou Hofward. O olhar aproximado do Hovawart medieval seria algo como aquele: é o cão de estatura média (60-65cm) com pêlo cerrado longo, com cauda inclinada e as orelhas pendentes pequenas. Sua cor é aproximadamente parda, preta e bronze ou mosqueado. Foi usado guarda propriedades e também para guarda de rebanhos.
Depois que certos séculos lá começaram os esforços para produzir a recontruição do Hovawart, através dos criadores Bertram König, seu filho Kurt F.König, Alwin Busch, J.A.Becker e Theo Gräb. O primeiro Hovawart foi criado em 1922, quando Kurt F.König o registrou no Registro de Raças Alemã. Não é possível dizer ao certo quem foi o criador da raça Hovawart, mas estes homens mencionados tiveram um grande mérito nisso.

Temperamento Hovawart é um cão com caráter calmo. É um excelente protetor. Hovawart é auto-confiante, vívido. Não é agressivo; mas está pronto para defender seu dono e sua família e propriedade. Fazem excelentes cães de família pois são devotados totalmente a sua família. Hovawarts são carinhosos e amam crianças.
O Hovawart é extraordinariamente bom em atividades como busca-e-traz, rastreamento e atividades de trabalho. As fêmeas mais leves frequentemente amam o agility. O dono do Hovawart precisa ter alguma experiência em treinamento ou com outros cães. Não é um cão para o dono de primeira viagem.

São-bernardo

São-bernardo é uma raça de cães natural dos Alpes. Foi originalmente cruzado para ser um cão de trabalho e de resgate. São conhecidos pela sua lealdade e vigilância, sendo tolerante com crianças e animais. Por causa dessas características, se tornou um cão de família muito companheiro. Também podem ser bons cães de guarda pois seu tamanho pode intimidar estranhos, ainda que seu temperamento é dócil.

História
O Albergue, no cimo do Passo do Grande São Bernardo, a 2469 m de altitude, foi fundado no século XI, para oferecer refúgio aos viajantes e peregrinos. A partir da metade do século XVII, os monges do Albergue, muniram-se de cães grandes, do tipo de cão de montanha, destinados a guarda e defesa. A presença de cães no Albergue do Grande São Bernardo é confirmada por documentos iconográficos que datam de 1695 e por uma nota nas actas do Albergue, do ano de 1707. Desde então, esses cães foram utilizados para acompanhar os viajantes, e sobretudo, para encontrar e salvar aqueles que se perdiam na neve e no nevoeiro. As crónicas, publicadas em numerosas línguas, sobre o modo como estes cães salvaram um grande número de vidas humanas da morte branca, e dos testemunhos de soldados que em 1800, atravessavam o Passo com o exército de Napoleão Bonaparte, espalharam no século XIX a fama do cão de São Bernardo por toda a Europa. O cão mais famoso a salvar pessoas foi o lendário Barry, que se tem notícia de ter salvo 40 vidas humanas. Existe um monumento à Barry em Cimetière des Chiens, e seu corpo está preservado no Museu de História Natural em Berna.
Os ancestrais diretos do Cão de São Bernardo foram os grandes cães das quintas, muito difundidos entre os lavradores da região. Após algumas gerações, através de uma criação sistemática no sentido da procura de um tipo ideal, criou-se a raça actual. Em 1847, Henrick Schumaker de Holligen, perto de Berna, foi o primeiro a estabelecer os documentos genealógicos para os seus cães. O livro de origens Suíço, foi criado em Fevereiro de 1884. O primeiro cão a ser inscrito neste Registo Nacional foi o Cão de São Bernardo com o nome de "Léon"; as 28 inscrições seguintes dizem igualmente respeito a Cães de São Bernardo. O Clube Suíço do Cão de São Bernardo foi fundado em Basileia em 15 de Março de 1884. Na ocasião de um Congresso Cinológico Internacional, em 2 de Junho de 1887, o Cão de São Bernardo foi oficialmente reconhecido como raça de origem Suíça e o Standard declarado como obrigatório. A partir dessa data o Cão de São Bernardo foi declarado como Cão Nacional da Suíça. Em Portugal existem actualmente dois clubes de Raça, o Clube Português do Cão de São Bernardo e a Associação Portuguesa de Amigos do Cão de São Bernardo. No Brasil há diversas linhas de sangue, sendo que as mais se destacam são a Americana e a Italiana, em 2006 foi criado o primeiro clube da raça no país o Clube do São Bernardo do Estado de São Paulo.

Pastor jugoslavo



O cão de pastor jugoslavo (português europeu) ou iugoslavo (português brasileiro), também chamado de Šarplaninac (charplanínats), é uma raça originária da região dos Balcãs na antiga Jugoslávia, mais precisamente nas atuais Macedônia, Sérvia e Montenegro.

Nome original
Šarplaninac

Outros nomes
Pastor Iugoslavo
Charplaninatz


Pastor da Anatólia


Pastor da Anatólia
(outros nomes: Coban Köpegi, Anatolian Shepherd Dog)
História
O Cão Pastor da Anatólia (também designado Karabash da Anatólia), surgiu entre os anos 2.800 a 1.800 a.C., nas regiões rurais da Turquia e Ásia Menor.
A descendência deste cão é incerta, sendo por vezes atribuída a alguns cães de guarda usados na Mesopotâmia. Ao longo da história, foi responsável por diversas tarefas: não só auxiliou o homem na guerra e na caça grossa, como também desempenhou um papel central na defesa dos rebanhos.
Nesta última, revelaram ser cães robustos, capazes de percorrer as longas planícies da Anatólia e enfrentar com sucesso o confronto com predadores ferozes. Por serem cães muito resistentes e versáteis, conseguiram adaptar-se a condições climatéricas extremas (tais como Verões quentes e muito secos e Inverno rigorosos) e a distintos estilos de vida dos povos (desde gregários a nómadas).
Em 1968, estes cães começaram a ser importados para os EUA, apesar de só a partir dos anos 70 ter sido implementado um efectivo programa de criação. Neste país, o Pastor da Anatólia é utilizado como cão de guarda de aves e gado e como animal de companhia. Só em 1990 o Pastor da Anatólia foi reconhecido.

Temperamento
O cão Pastor da Anatólia é exemplar no serviço que presta ao homem: leal e protector da família, é um animal estável, sério e pouco agressivo.
Dada a sua natureza independente, este animal pode por vezes não responder rapidamente às ordens do seu dono. Tal deve-se ao facto, de ter sido sempre um cão habituado a agir sozinho em prol da segurança dos outros animais.
Este cão de linhagem antiga, tem preferência por espaços amplos e não simpatiza muito com a vida na cidade.